Processa
Inter-disciplina
Encontra
Integra
Integraliza-ação
Entrega
Entre-vê-já
Regra-não
Rega-sim
Lá e cá
Inter-trans-tem
Entretêm
Em-tom
Doce
Dociliza-ação
Pela
Inter-dociliza-ação
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
A cidade
A cidade
choca
Da janela
do avião que parte
E me parte
em dois
A cidade
chora
Em gotas
de chumbo
Num
desavisar contínuo
Por vezes
mecânico e azul
A cidade
ponta
E parte em
vão
A cidade
lança
Olhares,
flechas e prumos
A cidade
avança
Pensando
novos rumos pra mim e pra ti
A cidade
avisa
Que o
fácil pesa no lombo de quem fica
A cidade
chama
Enxames
De gente e
de lama
A cidade
em chamas
Violeta
De dores
ainda pouco conhecidas
A cidade
abana
Havana
Cali
Pequim
A cidade
abusa
E encontra
um som por onde entra
A cidade
lisa
Sem
qualquer pedregulho ou cacho sem fim
A cidade
pisa
E dói em
quem chega de mais uma viagem definitiva
A cidade
lusa
Ainda que
Oliveiras falhem e Gomes percam toda sua fortuna
A cidade
vaza
Por poros
e valas afins
A cidade
prisma
E prima
por ti
A cidade
curva
Te leva
presentes
E todos os
teus parentes
A cidade
vinga
Antigos e
novos moradores
Amargados
pela saída
Ou pela
chegada
A cidade
nota
Que ricos
e pobres
Dividem o
mesmo desprezo pelos seus
A cidade
acusa
A cidade
cara
A cidade
assusta
E cai
sobre aqueles que teimam em entrar pela porta da frente
A cidade
mora
E é mor
em tudo que vê
E fala
porque sabe
A cidade
nua
A cidade
nunca
Sai de mim
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Ano-primo
Passado o ano de números pares
Intocado de humores e preces comuns
Chega o ano de números primos
Tão primos
Que ofuscam qualquer secundário que se aproxime
À lona foram todos
Primos, pares, cadeiras e espumantes
Restou apenas o rio que não é rio
E não ria
Pois um lago, que fora chamado de rio durante décadas,
É assunto de absoluta seriedade
Intocado de humores e preces comuns
Chega o ano de números primos
Tão primos
Que ofuscam qualquer secundário que se aproxime
À lona foram todos
Primos, pares, cadeiras e espumantes
Restou apenas o rio que não é rio
E não ria
Pois um lago, que fora chamado de rio durante décadas,
É assunto de absoluta seriedade
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
domingo, 25 de novembro de 2012
Domingos in vento
Domingo sem vento e sem sono
Pressa de partir, pensar e chover
Passos rasteiros até o banheiro
Novidade nenhuma
Ontem te vi de lado e corri
Sentaste palavras soltas no meu colo
E resposta, não escutaste
Na verdade tenho sono
Mas a cortina tem mais frestas do que eu
Cabelos
E o que passa por mim é tão íngreme e fixo
Que mal posso tocar
Então, levanto
E caio feito abacate maduro no rastro da porta de entrada
Pressa de partir, pensar e chover
Passos rasteiros até o banheiro
Novidade nenhuma
Ontem te vi de lado e corri
Sentaste palavras soltas no meu colo
E resposta, não escutaste
Na verdade tenho sono
Mas a cortina tem mais frestas do que eu
Cabelos
E o que passa por mim é tão íngreme e fixo
Que mal posso tocar
Então, levanto
E caio feito abacate maduro no rastro da porta de entrada
sábado, 21 de julho de 2012
15 mais 7, vinte-e-três
Domingo-de-sol-no-edredon-colorido
Flor-de-maça-na-janela-do vidro
Dedos-rápidos-e rasteiros
Secos-no-ouvido
Flor-de-maça-na-janela-do vidro
Dedos-rápidos-e rasteiros
Secos-no-ouvido
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