Pantufa-de-ovelha-e-coração-vermelho.
Unha-folha-descascada-de-tédio-e-desejo.
Amassa-fio-ferro-solto.
No-pé
Ponteiro.
domingo, 17 de junho de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Vim virada numa porta de roda em sombra à mostra e oca
Acordei oca
Oca de pedra e de lenha
Oca de ti
Oca de ostra
Mostra
Onda-tormento-menor
Leva o que me sobra
E movimenta meus dedos
Para que possam tocar os teus
Sombra
Sobra de cor
De corda
De louça
Não lavaste e não foste
Nem ao menos soubeste do meu calo maior
Nem ao menos provaste as gotas do breu
Roda
De pontas acesas e sondáveis
De um vinho que ofusca a pele
E poda o vento
Porta
Presa por mim
Pressa por vir
Impressa em vis
Marcos marrons
Porca
De parafusos amassados em bocas de pia
Em busca de vida
Vira
Olha pra mim
Não vidra no que eu não disse
Não adivinha o que eu não peço
Vinha
Tinha
Lágrima de pinha.
Oca de pedra e de lenha
Oca de ti
Oca de ostra
Mostra
Onda-tormento-menor
Leva o que me sobra
E movimenta meus dedos
Para que possam tocar os teus
Sombra
Sobra de cor
De corda
De louça
Não lavaste e não foste
Nem ao menos soubeste do meu calo maior
Nem ao menos provaste as gotas do breu
Roda
De pontas acesas e sondáveis
De um vinho que ofusca a pele
E poda o vento
Porta
Presa por mim
Pressa por vir
Impressa em vis
Marcos marrons
Porca
De parafusos amassados em bocas de pia
Em busca de vida
Vira
Olha pra mim
Não vidra no que eu não disse
Não adivinha o que eu não peço
Vinha
Tinha
Lágrima de pinha.
sábado, 12 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
Domingo 2
Cabelo-comprido-torcicolo-sorriso-ana-cristina-sushi-na-varanda-mate-leão-gelado-inter-goleado.
domingo, 29 de abril de 2012
Domingo 1
Domingo-cinza-amarelado-chimarrão-pura-folha-dor-na-lombar-teclado-dispendioso-manu-gorducha-no-meu-colo.
quinta-feira, 29 de março de 2012
...
Acordo em meio a ervas e fumaças
Minhas escassas letras já não ressoam do teu lado
Contento larvas em punhados
Reviso cartas
Aqueço tintas
Repouso em osso
Não lembro dos tempos de lá
Pontos de pedra e de lã
Achados de purpurina seca
Inéditos afins
Pensava passar mais tempo em ti
Contadas semanas seriam se teu pé me fosse mais sóbrio
Se tua boca me fizesse mais sentido
Se meus calos te possuíssem mais
Mas não espero de ti o que não posso me dar
Sei dos fios que teci
Das esperas profícuas
Dos roncos e destronados jeitos
Vi-me borboleta perdida
Roxeada em poças de carvalho
Crua por fora
Amarela porfim.
quarta-feira, 21 de março de 2012
A Poeta Pérola
olho muito tempo o corpo de um poema
até perder de vista o que não seja corpo
e sentir separado dentre os dentes
um filete de sangue
nas gengivas
até perder de vista o que não seja corpo
e sentir separado dentre os dentes
um filete de sangue
nas gengivas
Ana Cristina Cesar
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