Eu não tenho compromisso com nada que não venha das minhas profundezas.
sábado, 23 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Un puerto en mí
A veces te echo en falta. Otras veces, relleno tu silencio. Otras veces, todavía, camino hacia ti. Y el encuentro es siempre más intenso que la búsqueda. Y la búsqueda no siempre es leve. Y el encuentro no siempre lo es todo. Y el vacío es siempre doble. Y el querer-siempre-estar-y-nunca-más-partir es siempre nuestro.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
FRAGMENTOS DE MUJERES EN PROLEG
NO CREO EN LA PHISICALIDAD DEL CUERPO
TRANSCENDENTAL ÉS LA PALABRA
NO HAY QUE SEPARARLO
EL DIVINO REFIERE EL
ANTROPOMÓRFICO
NUESTRO DIVINO ÉS CREAR
NO TENGO NINGUNA DUDA
PRESENTE ENTRE NOSOTRAS
LO QUE SOMOS
DESEO PIENSAMIENTO
DECIR SOBRE EL SER HUMANO
LIBERTAD
LO QUE HAY MÁS ALLÁ
ENCUENTRO
LENGUAJE MASCULINO
NO PODEMOS PROGRESAR
EL PROBLEMA
HABLAR
LENGUAJE DIÓS
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Escrever pra mim é isso:
Fragmento de Água Viva
Clarice Lispector
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Os vencedores nao rendem poesia
Antes uma suave incompreensao.
Um vazio diminuto.
Uma pressa perdida no caminho.
Antes o erro.
O não-dito.
O abismado.
O caminho que não foi traçado.
Antes o mar de ideias que a minha boca ainda não viu.
segunda-feira, 28 de março de 2011
A minha senhora
Eu a vejo ali. Como uma tábua palpitante. Inquieta e persistente. Ávida por chamar minha atençao a todo instante. Lembrando-me de que eu preciso dela. Ela quer que eu precise dela. E eu preciso decidir se preciso dela. E ao precisar decidir se preciso dela, eu deveria agir. Ela espera muito de mim. Ela exige que eu seja alguém especial. Ela corta minhas arestas e me empurra para um lugar desconhecido para mim. E eu preciso saber me adaptar a esse lugar. E preciso decidir se eu posso estar nesse lugar. Porque ela me deixa decidir. Ela me deixa estar onde quer que eu esteja. Mas ela nao me deixa sentir. Ela nao me dá tempo para sentir. Ela quer que eu pense e decida. Decida e faça. Que eu seja alguém que faz.
Eu nao sei onde eu estou. Eu reconheço o lugar, as pessoas, as linhas invisíveis de desejos e poderes, mas nao me vejo nessas linhas. Nao consigo alinhá-las às minhas linhas internas. O meu desejo paira em outro plano. E quando, por um breve instante, eu sinto o meu desejo coincidindo com as linhas invisíveis desse lugar estranho, me sinto ainda mais rara, porque falta alguma coisa, alguma coisa muito simples e fundamental. Alguma coisa que eu nao controlo. E eu me esforço para pensar que isso é bom e que o fato de a gente nao ter controle sobre as pessoas, o mundo e as coisas é genial e aí está toda a graça e extraordinariedade da vida. Mas daí eu me lembro que onde está toda a graça e a extraordinariedade da vida é também onde está toda a angústia e o desespero humano.
Ela continua ali. Ela se parece tanto comigo algumas vezes que eu chego a me confudir com ela. Porque sempre que ela está presente ela se parece comigo, ainda que algumas vezes se pareça mais que outras. Mas eu tenho que admitir que embora eu nutra carinho por ela, os melhores momentos da minha vida foram quando eu nao podia sentir sua presença e, por isso, nao podia identificar-me com ela. Momentos de liberdade e de leveza. Momentos no qual me conecto com o que há de mais verdadeiro em mim e em tudo que me rodeia. E o mais incrível desses momentos é que eles simplesmente são. Nao há esforço, nem dor. Nao há exigencia, nem medo. Nao há pressa. Nao há pressao. Nao há perigo. Nao há nada que se possa medir ou pensar.
Mas ela continua ali e eu preciso decidir. Eu preciso decidir se continuarei permitindo essa afronta. Se eu seguirei respondendo aos seus apelos, fortalecendo-a e a deixando controlar minha vida. NAO. Eu NAO POSSO seguir assim. NAO, senhora-consciencia-interna-duvidosa, eu NAO LHE QUERO MAIS. Nao, senhora-meio-inteligencia-interior, eu NAO POSSO MAIS com a senhora. Nao, senhora-dúvida-monstrusosa-e-radicalmente-racional, eu NAO CONSIGO VIVER COM A SUA PRESENÇA. Entao, senhora-falsa-decidida-egocentrica-insegura-mente, vá embora e feche a porta.
domingo, 27 de março de 2011
Efeito Kosmopolis 11
Uma puta vontade de comer tudo que eu vejo e escuto.
Uma puta vontade de estar em tudo que eu vejo e escuto.
Uma puta.
Transformar-me em uma puta.
Uma puta ideia vencida.
Coberta e sorvida.
Cortada-etéril-precisa.
Uma lima.
Amarela na América.
Verde na Europa.
Inexistente em Abril.
Em Hebreu.
Contagiosa e azeda.
Como duras patas de penas mortas.
Como o azul apagado do teu silêncio.
A lima puta.
Mercadante e periférica.
Compaginada em tantos rascunhos.
Convencida de tantas derrotas.
Arrota Cortázar.
Anota mortalha.